sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Resumo do livro "Quem me Roubou de Mim" de Padre Fábio de Mello

Quem me Roubou de Mim



 Padre Fábio de Mello distende suas perspectivas com relação aos sequestros da subjetividade humana, aprofundando-se nas razões de como nos perdemos de nós mesmos, de como às vezes, sem perceber, nos permitimos estar em relações que nos privam de autonomia, nos possuem, roubam nossa personalidade e força. Exprime também um parecer sobre os caminhos que nos levam até esse furto e como permitimos estar e permanecer nessas condições, assim também, como analisar os porquês.
Os exemplos dos sequestros da subjetividade, contam algumas histórias como a da órfã libanesa que se casa as cegas em um matrimônio arranjado assim que chega ao Brasil. Sendo ela ainda muita menina, se submete as violências do marido por anos e acaba sendo vítima dessa condição de vida mesmo após a morte do marido. O autor segue com outros exemplos como a da amante adolescente que é seduzida e feita de objeto, vivendo a mercê do homem, que inclusive a faz a cometer um aborto e conta também sobre a luta da mãe de um jovem viciado que se rendeu aos entorpecentes sorrateiramente, até se ver totalmente entregue as drogas, agindo inclusive de forma criminosa e violenta para sustentar o seu vício.

O escritor aprofunda em mais detalhes dessas dentre outras histórias mostrando os cativeiros desses sequestros e o processo envolto. Fala também sobre o rapto físico de pessoas, onde essas são mantidas em cativeiro sendo privadas da liberdade e sobre todo sofrimento desencadeados a essas vítimas. Profere sobre o sentimento de vítima, significado por pessoas cujas fraquezas são exploradas, tanto físicas como emocionalmente e de como essas condições trazem ensinamentos ao procurarmos aprender, a saber, como extrair o aprendizado imposto por essas situações.

Ao falar a respeito das implicações causadas pela subjetividade, usa como exemplo o mosaico explicando que é um plural resultante das várias peças que saíram de suas singularidades e compara ao sujeito que, na visão do autor, é um mosaico de desejos, sentimentos e mistérios. Com isso as realidades universais acontecem de maneira muito particular em cada um pelo fato da subjetividade conferir ao sujeito a possibilidade de estar no mundo de maneira única, implicando em visões e soluções diferentes diante de uma realidade de privações e cita dois personagens do filme "Um sonho de liberdade", um pela forma de saber contornar a solitária ouvindo músicas que estão em sua mente e outro por se prender a realidade de uma vida encarcerada, já não sabendo mais viver liberto das grades chegando ao ato do suicídio.
O literato descreve sobre relações e explana as que roubam nossa liberdade por não sermos completos ao ponto de preencher totalmente as necessidades do outro e que existem modalidades de amor, por exemplo, o amor do namorado que não substitui o amor de um pai, de irmão, etc. Articulando com relação ao desejo e prazer, fala sobre matrimônios duradouros, onde os desejos, que são racionais e profundos, vão se modificando mantendo-se fiel ao foco de permanecerem juntos. O prazer então é o fútil e imediatista, onde se busca produtos e resultados rápidos para satisfazer vontades instantaneamente sem análise prévia de consequências ou de qualidade do que está sendo consumido.
Fala como inconscientemente idealizamos amores românticos ou perfeitos, mas não passam de contos de fadas, onde depositamos no outro a responsabilidade por nossa felicidade, onde somos escravos de nossa idealização. Afirma que devemos manter os sonhos junto da realidade, esclarecendo que não existe pessoa perfeita, mas sim a pessoa certa e o que falamos sobre o outro, ser apenas a nossa projeção pessoal dela e não o real, gerando como consequência uma visão equivocada do amor.  Resumindo que paixão sobrevive de idealizações e o amor sobrevive de realidade e que para transgredir da paixão ao amor temos que construir laços de conhecimento um com o outro.
Segundo o autor as palavras possuem o poder de mudança, as relações são simbólicas estabelecendo vínculos e favorecendo a compreensão ou diabólicas cortando caminhos e que quando deixamos de ser simbólicos, vem à solidão. Exemplifica dizendo das palavras de Jesus são simbólicas pelo fato de extrapolar a compreensões da palavra em si.
Fábio de Mello Termina com inúmeras perguntas induzindo o leitor a repensar seus conceitos, posturas, atitudes e também analisar as relações às quais nos submetemos e descobrir se elas nos sequestram de nós mesmos, a se ver dentro de uma relação não estamos livres de sermos vítimas dessa agressão, mesmo que, a princípio, seja bem intencionada. Uma leitura estimulante para uma reflexão sobre comportamento, conduta, respeito e ética.

Espero que meu resumo tenha te ajudado!  ;)


CARACTERÍSTICAS

Título: Quem me Roubou de Mim
Autor: Padre Fábio de Mello
Editora: Planeta Do Brasil
Assunto: Desenvolvimento Pessoal e Autoajuda
Ano: 2013
Nº de Páginas: 216
Idioma: Português
Acabamento: Brochura
Código de Barras: 9788542201604










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