E vem, não sei
de onde, um aperto que dentro do peito parece nos dilacerar e mostrar toda escuridão
possível de um dia ensolarado. Acúmulos de sorrisos forçados, perdas, medos, atenção ridicada,
abraços não dados, telefone que não toca, aquele dedo apontado na cara, um
olhar desviado, um toque evitado, desprezos de quem deveria nos amar.
Deveria? Não, não foi
nos dado o direito de impor o amor como se fosse obrigação de alguém perder seu
tempo com a nossa existência, não se cobra o amor, pois ele não é remunerável
no seu real significado.
Aquele aperto...
Não é por rejeito e sim refutação da verdade, da liberdade, da sinceridade com
a nossa simples existência, é falta da busca constante, de conhecimento, entendimento e
gratidão mas, só se aprende isso vivendo, sofrendo, experenciando com o outro, com a vida e cada um tem sua vida, singular na escalada da plenitude, o que
remete na maneira como se enxerga e enfrenta o desafio de viver. Somos involuntariamente causadores de nossas dores.
Na fuga da
escuridão, quando o desespero toma conta, o mínimo de luz vinda de qualquer lugar,
pode direcionar o olhar perdido para uma saída que não seja o precipício. Exagero? Não, nunca se deve menosprezar, julgar, medir ou comparar a dor,
caráter, atitude, nem mesmo a capacidade do outro, afinal somos aprendizes
eternos e a batalha do outro nem sempre é igual a nossa e viver, às vezes, não
é tão simples, não está tão fácil para o outro quanto parece estar para nós, além
de que, essa atitude reflete apenas nós mesmos e não o outro.


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