quarta-feira, 21 de junho de 2017

Tristeza... tentando entender

Tristeza profunda...
Tentando entender.
E vem, não sei de onde, um aperto que dentro do peito parece nos dilacerar e mostrar toda escuridão possível de um dia ensolarado. Acúmulos de sorrisos forçados, perdas, medos, atenção ridicada, abraços não dados, telefone que não toca, aquele dedo apontado na cara, um olhar desviado, um toque evitado, desprezos de quem deveria nos amar.
Deveria? Não, não foi nos dado o direito de impor o amor como se fosse obrigação de alguém perder seu tempo com a nossa existência, não se cobra o amor, pois ele não é remunerável no seu real significado.
Aquele aperto... Não é por rejeito e sim refutação da verdade, da liberdade, da sinceridade com a nossa simples existência, é falta da busca constante, de conhecimento, entendimento e gratidão mas, só se aprende isso vivendo, sofrendo, experenciando com o outro, com a vida e cada um tem sua vida, singular na escalada da plenitude, o que remete na maneira como se enxerga e enfrenta o desafio de viver. Somos involuntariamente causadores de nossas dores.
Na fuga da escuridão, quando o desespero toma conta, o mínimo de luz vinda de qualquer lugar, pode direcionar o olhar perdido para uma saída que não seja o precipício. Exagero? Não, nunca se deve menosprezar, julgar, medir ou comparar a dor, caráter, atitude, nem mesmo a capacidade do outro, afinal somos aprendizes eternos e a batalha do outro nem sempre é igual a nossa e viver, às vezes, não é tão simples, não está tão fácil para o outro quanto parece estar para nós, além de que, essa atitude reflete apenas nós mesmos e não o outro.
Sejamos doadores do sorriso, do carinho, do toque, da atenção, do olhar... Que possamos, mesmo que por um segundo, ser a luz da escuridão de alguém.





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